Abril
Dia 13 (Aula - 1) – Apresentação e construção coletiva do curso
a) Apresentação da professora;
b) Apresentação dos alunos e das alunas;
c) Construção do curso a partir da identidade dos alunos(as) individual e coletiva.
Dia 20 (Aula - 2) – Quem somos nós? O que queremos estudar?
a) Apresentação e discussão da sistematização de quem são os estudantes da turma
do curso ( idade, gênero, étnico-racial e políticas educacionais que vivenciaram).
b) Solicitar aos alunos e as alunas que levantem temas e questões que gostariam de estudar no curso. Este levantamento foi realizado individualmente, socializado para toda a turma e sistematizado pela professora;
c) Selecionar com a turma um filme para ser assistido na próxima aula. O filme escolhido foi “Filhos do Paraíso”.
Dia 27 (Aula 3) – Apresentação e debate do filme “Filhos do Paraíso”
Filhos do Paraíso, publicado em Cinema por Ana Vasconcelos Negrelli
A cumplicidade entre irmãos é algo simplesmente extraordinário. Pessoas que desde cedo estão unidas, não apenas por laços de sangue, mas também por sentimentos de amizade, carinho, cuidado e proteção. É sobre esse amor que fala o belíssimo filme "Filhos do Paraíso".
O premiado filme iraniano “Filhos do Paraíso”, dirigido por Majid Majidi, nos conta a história de dois irmãos, Ali e Zahra, provenientes de uma família humilde de Teerã. Ali, um garoto de nove anos, numa atuação cativante de Amir Farrokh Hashemian, leva ao sapateiro o par de sapatos velho da sua irmã mais nova Zahra para reparos, mas o perde no caminho de casa. O detalhe: o sapatinho perdido é o único de Zahra.
O que falar para a sua irmã de seis anos que espera de meias o seu único par de sapatos? O que falar para os seus pais que não podem comprar outro? Assim começa a saga de Ali e Zahra.
Na tentativa de escapar da punição do pai e, ainda, preocupado com a situação de Zahra, Ali traça um plano com a irmã: eles vão revezar, sem contar a ninguém, o único par de sapatos disponível: o tênis sujo e muito velho de Ali.
A cumplicidade das duas crianças é evidente no filme, pois mesmo muito triste Zahra aceita a proposta de Ali. Ela ama e confia no irmão. Então, Zahra passa a usar o tênis de manhã e o devolve ao meio dia para que Ali possa ir às aulas a tarde. A partir daí, os irmãos passam por diversas aventuras. Tudo na tentativa de não revelar a verdade aos seus pais e professores, assistir às aulas e cumprir suas tarefas como se nada tivesse ocorrido.
Durante todo o filme, vemos um Ali triste, preocupado e angustiado, que não segura as lágrimas diante das suas limitações, mas que também não perde a determinação em solucionar o problema sem ter que envolver o pai. Zahra mantém vivo o seu lado infantil. Em alguns momentos, despreocupada e sonhadora, ela acredita num final feliz. É a única que faz o irmão rir. Por meio dos seus olhos, o diretor Majid Majidi nos mostra a esperança.
Já o patriarca da família é mostrado como um homem bastante religioso e honesto, o que fica evidente em vários momentos do filme. Apesar de rude, também é nítida a preocupação dele com a esposa e os filhos.
A história mostra um lar com muito amor, respeito, disciplina e honestidade, o que nos faz entender que os valores familiares foram repassados para as crianças desde cedo. A valorização da honestidade, independente das dificuldades, é destacada na película. E assim, sem o pai desconfiar de nada, surge uma oportunidade para Ali solucionar o problema. Uma competição entre escolas em que o prêmio para o terceiro lugar é um par de sapatos. Mesmo com o tênis velho, que não proporciona a Ali condições de competir de igual com as outras crianças, ele consegue se inscrever na corrida. E quando chega o dia, ele corre, corre e corre...
Durante a corrida, cansado e com dores, Ali busca em sua memória lembranças do amor e companheirismo da irmã. Ele está empenhado em conseguir o terceiro lugar e, consequentemente, o tão sonhado prêmio: um novo par de sapatos para Zahra.
A cena da corrida é muito emocionante, mas não é o final do filme, nem o desfecho é tão previsível assim. Se Ali ganha a corrida ou não, consegue o par de sapatos ou não, é o que menos importa nesse filme, porque, quando os créditos sobem na tela, descobrimos que os premiados somos nós, os espectadores, pela oportunidade de assistir um dos filmes mais belos do cinema.
Em “Filhos do Paraíso” podemos ver claramente, em seus personagens, o amor e a cumplicidade. E neste ponto o filme chama a atenção e nos faz refletir. O que seria do amor sem a cumplicidade? Saint-Exupéry afirmava: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”. A cumplicidade é essencial para fortalecer as relações, mas envolve esforço, confiança, companheirismo e apoio nas decisões a serem tomadas. Quando existe entre irmãos é algo extraordinário, simplesmente porque são almas que coexistem desde a idade mais tenra. Nem toda relação entre irmãos é de cumplicidade, nem toda relação entre irmãos é de amor, mas ao escrever sobre "Filhos do Paraíso" só há espaço para falar daqueles irmãos que são unidos por sentimentos de amizade, de amor, de carinho, de cuidado e de proteção.
Os irmãos que crescem juntos, tornam-se testemunhas da vida um do outro. Não há como esconder o passado de um irmão, nem as dores do crescimento, nem as alegrias, nem os sonhos que um dia existiram. Quem tem irmão sempre terá alguém para lembrar a criança que um dia fomos. Segundo a escritora Tati Bernardi: "Ter um irmão é ter, para sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração..."
As experiências compartilhadas tornam possível para um irmão desvendar o adulto que o outro se tornou. Quando compreendemos uma pessoa é mais fácil lidarmos com ela. É mais fácil entender suas atitudes, perdoar suas falhas e torcer por seus sonhos. Esse é o papel que todo irmão deveria desempenhar na vida do outro.
Em "Filhos do Paraíso" observamos que as palavras são desnecessárias, pois a simples troca de olhares basta para que os irmãos se entendam.
Felizes os que dividem tal cumplicidade, pois se tornam companheiros de uma vida inteira.
No filme Zahra poderia simplesmente contar aos pais que Ali perdeu o seu par de sapatos, mas não o fez. Optou pelo caminho mais difícil naquele momento, mas ganhou no final: fortaleceu sua ligação de amor, confiança e companheirismo com o irmão. E assim é na vida, muitas vezes precisamos escolher o caminho mais difícil para fortalecer os laços com quem amamos.
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Bibliografia
ROURE, Glacy Queiros de; GUIA SILVA, Neisi Maria. Filhos do paraíso: a ética no mundo infantil. Polyphonía, v.28/1, jan-jun, 2017. Pg183-198.
https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/43458/21735
Maio
Dia 04 (Aula - 4) – Apresentação do Programa do Curso
a) Bibliografia Geral do curso:
HILSDORF, M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003.
FREITAS, Marcos Cézar de; BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)
b) Estrutura de cada unidade: aula histórica, temas atuais, filmes, documentários,
ideias interessantes.
d) Avaliação do curso: entregar (3) ideias interessantes de cinco textos que compõem as duas unidades do curso.
Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira.
Temáticas: história da escola pública brasileira (escola nova; reformas educacionais dos anos de 1920 e 1930; educação no Estado Novo – reforma Capanema; ensino religioso; educação pública e privada; LDB 1961 e o vestibular; movimento de educação popular, alfabetização de jovens e adultos e Paulo Freire; educação na ditadura militar Lei 5692/71; reformas do governo lula ensino; Brizolões, escolas do MST; inclusão, educação infantil; educação étnico racial e ações afirmativas Lei 10.639; PISA).
Dia 11 (Aula - 5) - Tema 1 – Educação da Colônia e no Império
Bibliografia Básica:
a) FARIA FILHO, Luciano Mendes de; VIDAL, Gonçalves Diana. Os tempos e os espaços escolares no processo de institucionalização da escola primária no Brasil. Revista Brasileira de Educação, Mai/Jun/Jul/Ago 2000 Nº 14. http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n14/n14a03
b) Vídeo: Os Primeiros Tempos: A Educação pelos Jesuítas
A Univesp TV foi a Portugal investigar o caminho feito pelos jesuítas que vieram para as novas terras da coroa portuguesa logo no início da colonização. Com eles começou a educação no Brasil. Mas foi mesmo isso que eles vieram fazer aqui? Como eram os famosos colégios que os jesuítas fundaram por toda colônia? Os índios frequentavam esses colégios?
https://www.youtube.com/watch?v=ic28PaXiM14
c) Filme: Desmundo -
É um filme brasileiro de 2003, dirigido por Alain Fresnot. O roteiro é de Sabina Anzuategui, Anna Muylaert e do próprio diretor do filme e foi construído a partir da adaptação do livro Desmundo, da autora Ana Miranda. A direção de fotografia é de Pedro Farkas, a trilha sonora, de John Neschiling, a edição e distribuição é da Columbia Pictures do Brasil.
Todo o elenco teve que aprender o português arcaico, tanto que o filme é apresentado com legendas para ajudar na compreensão.
É uma viagem no tempo, voltamos ao Brasil do século XVI. Portanto, tudo acontece nas primeiras décadas da colonização brasileira, momento em que a Igreija solicita a Portugal que envie a colônia lotes de órfãs brancas dispostas a se casar com os colonos. A intenção é aplacar os hormônios dos portugueses, impedindo assim que eles se miscigenem com as índias do lugar. É neste contexto que a narrativa se constroi com força na personagem de Orisbela ( Simone Spoladore), uma jovem órfã portuguesa que se rebela contra o casamento que lhe foi arranjado. Passado o primeiro momento de rebeldia - uma cusparada no rosto do pretendente - resta a Orisbela apenas duas tristes opções: morrer sozinha numa terra selvagem, ou casar-se com qualquer um. Ela opta pelo segundo caminho. E cabe a Francisco (Osmar Prado) vivenciar este "qualquer um". De poucas palavras, poucos amigos e longe de qualquer refinamento, Francisco é rude, mal consegue se relacionar com seus iguais. Sua relação com Orisbela será de posse e dela com ele será a eterna luta pela liberdade. Desse casal tão improvável nascerá um país mais improvável ainda. Um Brasil bruto, literalmente mal educado. Bastardo. E toda esta saga sobre o nascimento de uma nação ao sul do Equador é contada com maestria pelo diretor Alain Fresnot.
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes a partir do filme, do vídeo ou do texto. (Atividade individual 1);
Dia 18 (Aula – 6) – Tema 2 – Educação na República: A escola Nova e as reformas educacionais dos anos de 1920-1930
Bibliografia Básica
a) CARVALHO, Marta Maria Chagas. Notas para reavaliação do movimento educacional brasileiro (1920-1930). Cadernos de Pesquisa Fundação Carlos Chagas, n. 66, 1988. http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1201/1207
b) Vídeo: Lourenço Filho, Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo Por Diana Vidal. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1578&v=Up6x4qO0qdI&feature=emb_title
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do vídeo. (Atividade individual 2);
Dia 25 (Aula 7) – Tema 3 -Educação no Estado Novo e a Reforma Capanema
Bibliografia:
a) FILHO, João Cardoso Palma. A Educação Brasileira no Período de 1930 a 1960: a Era Vargas. UNIVESP-SP
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/107/3/01d06t05.pdf
b) BOMENY, Helena M. B. Três decretos e um ministério: a propósito da educação no Estado Novo . In.: PANDOLFI, Dulce (Org.) Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999. P-137-166. http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/142.pdf#page=129
c) HORTA, José Silvério Baia. Gustavo Capanema. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4702.pdf
d) Vídeo: A Educação na Era Vargas: rupturas e continuidades
https://www.youtube.com/watch?v=x-_cF6IHvAA
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto. (Atividade individual 3);
Junho
Dia 01 (Aula 8) – Tema 4 – Paulo Freire um educador Brasileiro
Bibliografia obrigatória:
- FREITAS, Marcos Cézar de; BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. P-211-247. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira). Este texto será enviado por email.
- FREIRE, Paulo. Educação o sonho possível. In.: BRANDÃO, Carlos R. Educador Vida e Morte: escritos sobre uma espécie em perigo. P.4-10. http://www.acervo.paulofreire.org/handle/7891/1460
- Vídeo – Paulo Freire: série Maestros da América Latina. Educacion CTERA
https://educacion.ctera.org.ar/serie-maestros/
Bibliografia complementar
- KOHAN, Walter. Paulo Freire mais do que nunca: Uma biografia filosófica. Editora Vestigio, 2019.
- HADDAD, Sérgio. O Educador: um perfil de Paulo Freire. São Paulo, Todavia, 2019.
- SOUZA, Ana Inês (Org). Paulo Freire: vida e obra. 2a. Edição. Expressão Popular, 2015.
- Documentário: Biografia do Paulo Freire. https://www.youtube.com/watch?v=jzUgb75GgpE&t=998s
Bibliografia obrigatória
- BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação Popular? http://ifibe.edu.br/arq/201509112220031556922168.pdf
- ARROYO, Miguel G. Paulo Freire: outro paradigma? Paulo Freire: outro paradigma pedagógico? Educação em Revista. Belo Horizonte. Dossiê – Paulo Freire: O Legado Global. v.35. 2019 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-46982019000100202&script=sci_abstract&tlng=fr
Bibliografia complementar
- SOARES, Leôncio José Gomes; PEDROSO, Ana Paula Ferreira. Dialogicidade e a formação de educadores na EJA: as contribuições de Paulo Freire. Educação Temática Digital. Campinas, SP. v.15. n. 2. p.250-263. maio/ago. 2013. https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/1281
- SALVADORI, Maria Angela Borges; BICCAS, Maurilane de Souza. Narradores de Javé: perspectivas históricas para a abordagem da educação de jovens e adultos. IN.: RIBEIRO, Betânia de Oliveira Laterza; CARVALHO, Carlos Henrique de; SOUZA, Sauloéber Társio de. Cinema e Ensino de História da Educação. Campinas, Alínea, 2013.
- Filme: Narradores de Javé. É um filme brasileiro em coprodução com a França de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé.
Dia 15 (Aula 10) - Tema 6 – Paulo Freire: Ditadura, exílio e a circulação no mundo
Bibliografia obrigatória
- FREITAS, Marcos Cézar de; BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. P-247-263. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)
- FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 15-82; p. 105-181. https://cpers.com.br/wp-content/uploads/2019/09/10.-Pedagogia-da-Esperan%C3%A7a.pdf
Bibliografia complementar
- BOUTIN, Aldamira Catarina Brito Delabona; CAMARGO, Carla Roseane Sales. A Educação na ditadura militar e as estratégias reformistas em favor do capital. EDUCERE, outubro de 2015. https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18721_8156.pdf
- CUNHA, Luiz Antonio. O legado da ditadura para a educação brasileira. Educação e Sociedade. Campinas, v. 35, n. 127, p. 357-377, abr.-jun. 2014. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010173302014000200002&script=sci_arttext&tlng=pt
- Documentário: 1964 – O Golpe – https://www.youtube.com/watch?v=EVwlepPYp_o
Dia 22 (Aula 11) - Tema 7 – Paulo Freire e a Escola Sem Partido
Bibliografia obrigatória
- RAMOS, Moacyr Salles; SANTORO, Ana Cecília dos Santos. Pensamento Freireano em Tempos de Escola Sem Partido. Interação. V. 42, n.1, 2017 (Dossiê). https://www.revistas.ufg.br/interacao/article/view/44076
- OLIVEIRA, Heli Sabino de; MARIZ, Débora. Movimento Escola Sem Partido: uma leitura à luz de Paulo Freire. Educação. Santa Maria. v. 44. 2019. https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/32996/pdf
- http://www4.fe.usp.br/escola-sem-partido – Vídeo FEUSP – Escola sem Partido
Bibliografia complementar
- KATZ,Elvis Patrik; MUTZ, Andresa Silva da Costa. Escola sem partido: produção de sentidos e disputas em torno do papel da escola pública no Brasil. ETD-Educação Tematica. 2017.
- FRIGOTTO, Gaudêncio (Org.) Escola “Sem” Partido: Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro : UERJ, LPP, 2017. http://ifg.edu.br/attachments/article/7536/A%20g%C3%AAnese%20das%20teses%20do%20Escola%20sem%20Partido%20esfinge%20e%20ovo%20da%20serpente%20que%20amea%C3%A7am%20a%20sociedade%20e%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%93%20Gaud%C3%AAncio%20Frigotto.pdf
- Projeto de lei – Escola sem partido https://legis.senado.leg.br/sdleggetter/documento?dm=3410752&ts=1545350833160&disposition=inline
Bibliografia:
a) OLIVEIRA, Dalila Andrade. As políticas educacionais no governo Lula: rupturas e permanências. RBPAE – v.25, n.2, p. 197-209, mai./ago. 2009.
b) MOTTA, Thalita Cunha; AZEVEDO, Janete Maria Lins. Uma análise de conjuntura dos governos FHC e Lula e suas políticas Educacionais. https://www.fundaj.gov.br/images/stories/epepe/IV_EPEPE/t5/C5-20.pdf
c) FRIGOTTO, Gaudêncio; Ciavatta, MARIA; RAMOS, Marise. A Politica de Educação Profissional no Governo Lula: um percurso histórico convertido. Educação Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 92, p. 1087-1113, Especial - Out. 2005
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0101-73302005000300017&script=sci_arttext
d) Documentário: Os 13 anos do Governo do PT, produzido pela TV Folha em 13 de dez. 2015.
Em 13 anos no poder, Partido dos Trabalhadores patrocinou distribuição de renda histórica e desajuste recorde nas contas do país; renda dos mais pobres aumentou 129% e dos mais ricos, 32%. Só 24% aprovam a gestão petista.
https://www.youtube.com/watch?v=l53vEk0Qt6U
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do documentário. (Atividade individual 8)
Julho
Dia 6 (Aula 12) – Unidade II - Sujeitos da Educação: professores, alunos e família
Temática: História da formação docente; valorização do magistério; papel do professor (relação entre professor e aluno); indígenas, negros; mulheres e pessoas deficientes.
Atividade: Assistir ao filme “Entre os Muros da Escola"
O filme “Entre os muros da escola” retrata o ambiente escolar na sua totalidade, uma escola francesa, onde em uma sala de aula com alunos entre 13 e 15 anos, adolescentes com suas questões, esse grupo é composto por negros africanos, latino-americanos, asiáticos e franceses.
O professor François Marin, interpretado por François Bégauden, que é também autor do livro de mesmo nome do filme, tem como meta fazer com que os alunos, além de aprenderem o idioma pátrio francês, assumam uma postura de turma homogênea, tarefa quase impossível dado a diferenças dos alunos no que diz respeito à multiplicidade comportamental da classe, pela formação cultural, econômica e, sobretudo racial.
Ele chama a atenção dos alunos para participação do processo ensino/ aprendizagem, mostrar que eles estão realmente aprendendo. Nos conselhos escolares, busca valorizar o que cada aluno tem de bom, procurando entender também o que leva ou levou o aluno ao ato de indisciplina (caso do Soyleumane).
Destacam-se as atuações da personagem Khoumba, afro descendente, que é uma aluna chamada de desobediente e sem disciplina, por se recusar a atender uma ordem do professor. Esmeralda, mestiça, contesta o professor, sendo que faz parte do Conselho de Classe, e, sobretudo há a atuação do aluno Soyleumane, um garoto problemático que vive em conflito com os professores e com os seus colegas.
No Conselho de Classe os professores discutem sobre o desempenho dos alunos, avaliando os mesmos, e fazem um planejamento. O conselho conta com participação de duas integrantes da turma, supostamente para ajudar, mas não é isso que acontece, pois elas dão muitas risadas, tirando a atenção dos professores.
O filme francês se destaca para nós brasileiros com um problema bem pessoal de países que recebem imigrantes seja pelo xenofobismo exacerbado, contra imigrantes ou contra pessoas vindas de ex-colônias, um caso isolado é o do estudante e de origem chinesa que tem certa aceitação por parte da escola pelo esforço de aprender a língua francesa e o drama da deportação da família por estarem ilegais no país e os professores temem pela perda do aluno, tentando ajudá-lo.
O filme tem muitos pontos de contato com a realidade brasileira, cito: O conflito entre professores e alunos, a agressividade dos educandos, a falta de interesse dos mesmos em relação aos estudos e a não obediência ao educador; com o conflito do professor que para impor sua autoridade leva um aluno (Soyleumane) ao Conselho de Disciplina, mesmo sabedor de que este ato será irreversível e provocará a expulsão dele e sua entrada na marginalidade social.
Essa realidade nos leva a repensar sobre o papel da influência do professor no presente e futuro dos alunos, e que devemos sempre nos manter em equilíbrio e servirmos de bom exemplo e de guia para nossos alunos, mesmo que não sejamos recompensados por isso.
Atila Raphael
Arindo Siston Junio
Bibliografia:
1)DAYRELL, João Guilherme. Entre os muros da escola: exílio, multiculturalismo e zonas de contato.Interdisciplinar.Ano 5, v. 10, jan-jun de 2010, p. 405-416.
https://www.google.com/search?q=DAYRELL%2C+Jo%C3%A3o+Guilherme.+Entre+os+muros+da+escola%3A+ex%C3%ADlio%2C+multiculturalismo+e+zonas+de+contato.Interdisciplinar.Ano+5%2C+v.+10%2C+jan-jun+de+2010%2C+p.+405-416.&oq=DAYRELL%2C+Jo%C3%A3o+Guilherme.+Entre+os+muros+da+escola%3A+ex%C3%ADlio%2C+multiculturalismo+e+zonas+de+contato.Interdisciplinar.Ano+5%2C+v.+10%2C+jan-jun+de+2010%2C+p.+405-416.&aqs=chrome..69i57.1160j0j15&sourceid=chrome&ie=UTF-8
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do filme. (Atividade individual 9)
Dia 13 (Aula 13) - Tema 1 – História da formação do professor e a valorização do magistério.
Bibliografia:
a) BARRETTO, Elba Siqueira de Sá .Políticas de formação docente para a educação básica no Brasil: embates contemporâneos. Revista Brasileira Educação. (online). 2015, vol.20, n.62, pp.679-701.
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141324782015000300679&script=sci_abstract&tlng=es
b) LAPO, Flavinês Rebolo e BUENO, Belmira Oliveira. Professores, desencanto com a profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, mar. 2003, no.118, p.65-88. www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16830.pdf
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto (Atividade individual 10)
Dia 20 - (Aula 14) – Tema 2 - Sujeitos da Educação – questão da diversidade étnico racial
Bibliografia:
a) GOMES, Nilma Lino. Relações Étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v.12, n.1, pp. 98-109, Jan/Abr 2012
https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/45413987/5_Gomes_N_L_Rel_etnico_raciais_educ_e_descolonizacao_do_curriculo.pdf?1462562801=&response-content-disposition=inline%3B+filename%3DRELACOES_ETNICO_RACIAIS_EDUCACAO_E_DESCO.pdf&Expires=1620272184&Signature=ET4isIAZ7d7vS2JII4yFTrTpjcU430uytYygjGUem3MpdojjwwvlmkpCDs0CMoO3kbF5pG4RvwPew-bYZClBiE7baGcl6j0fqnozroGUEasnpRebee-GM9P2xPumapl8AYPohtEhvHuXry1lif4AAO~HQ7ri9WgUEKcMVIl~teNeg6sQyMOmom4iv4HV9deXGrYBsibnudsJXFt0qRGyQEDzgGa9gFvGWJ4nRi-SdsxTR5DMezpgoZoikkaOuSh6OAJoBhv9MmvvHQcfGygBabJyfTZFOKUTIcKorGkD7OYx-dz3BGWb3G6b9wJG8f2d-ws50nZmpwQzKl-lCLBLRQ__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA
b) RAMOS, Marise Nogueira; ADAO, Jorge Manoel; BARROS, Graciete Maria Nascimento. Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: Secretaria de Educação Média e Tecnólogica. 2003. 170p.
http://forumeja.org.br/sites/forumeja.org.br/files/Diversidade-na-educaCAo-reflexOes-e-experiências_Marise_Ramos.pdf#page=69
c) Entrevista – Profa. Dra. Nilma Lino Gomes – Programa Diversidade
O repórter Leandro Pedrosa entrevista Nilma Lino Gomes, pedagoga brasileira. Nilma tornou-se a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em 2013. Tem se posicionado, frequentemente, na luta contra o racismo no Brasil. Em 2 de outubro de 2015 foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o novo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, que uniu as secretarias de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos e parte das atribuições da Secretaria-Geral. Permaneceu no cargo até o dia do afastamento de Dilma pelo Senado Federal. Realizada em 11 de setembro de 2019
https://www.youtube.com/watch?v=-6mNGmegaOA
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou da entrevista. (Atividade individual 11)
Dia 27 (Aula 15) – Tema 3 - Educação Escolar Indígena e Escola do Movimento Sem Terra
Bibliografia:
a) COHN, Clarice. Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura, criança e cidadania ativa. Perspectiva, Florianópolis, v. 23, n. 02, p. 485-515, jul./dez. 2005 file:///C:/Users/MAURILANE/Downloads/9804-29234-1-PB.pdf
b) Vídeo: Educação Escolar Indígena 18 de nov. de 2010
https://www.youtube.com/watch?v=cWUZCJQZlRw
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do vídeo
Escola do Movimento Sem Terra
Bibliografia:
a) CALDAR, Roseli Salete. O MST e a formação dos sem terra: o movimento social como princípio educativo. Estudos Avançados. 2001, vol.15, n.43, pp. 207-224. (http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n43/v15n43a16.pdf)
b) Vídeos:
1) Angela Davis na Escola do MST
Durante visita a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), Angela Davis parabeniza a luta pela terra e fala sobre a importância das relações entre raça, classe e gênero em entrevista ao MST. https://www.youtube.com/watch?v=ZiY2MXZ7yKk2)
2) Programa Brava Gente Brasileira – Tema Escola do Movimento Sem Terra
https://www.youtube.com/watch?v=jg-fuTVLUEc
Atividade: Elaborar 3 ideias interessantes retiradas do texto ou do vídeo (Atividade individual 12);
Encerramento do Curso
Linha do Tempo da História da Educação no Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=VoTX8_pPrQE
